Férias de Verão a dois

Imagine que está no quarto, de noite, deitado na cama. A seu lado, o amor da sua vida. Em cima das pernas um portátil e uma página aberta para o globo da terra. “Para onde?”, a pergunta baila na vossa cabeça há demasiado tempo. Para onde ir, férias a dois, férias românticas, para onde levar os corpos cansados do trabalho e do quotidiano e fazê-los descansar nuns dias de puro prazer e esquecimento da vida diária? 

Todos os casais passam pelo mesmo. Às vezes ficam mais tempo a descobrir sítios na internet maravilhosos e a projectar viagens que nunca farão do que, de facto, a encomendar bilhetes e a porem os pés no avião. Mas não vocês. Vocês já sabem que querem ir. Só desconhecem o destino. É para isso que serve este texto: dar-vos ideias e orientá-las consoante os gostos que cada um tem da perfeição de umas férias de verão românticas.

Comecemos pelos impulsos naturais: campo ou praia? Montanha ou planícies sob o sol? Os filtros importam na escolha do sítio, facilitam o processo de escolha. Se entende que férias de verão têm de ser deitadas na areia a ver o mar, os destinos são vários e de fácil acesso: desde os milhares de resorts que existem por todo o mundo – desde as Caraíbas ao nordeste Brasileiro, passando pela costa oriental de África chegando aos antípodas australianos, em todos os lugares terá direito a um merecido repouso, animação, bebidas exóticas em copos feéricos, dança, cores, liberdade sem horários – às praias selvagens da Galiza, da costa Vicentina ou do sorriso mourisco das enseadas marroquinas.

Por outro lado, se prefere os destinos que lhe possibilitem outro tipo de acção – desportos radicais, montanhismo, escalada – vejam preços para o Peru, para a Índia, para os Himalaias, para a Patagónia, para o Sol Nascente, que é o Japão. Em todas elas, uma nova descoberta da existência, culturas diferentes, modos de comer e vestir distintos, uma surpresa a cada trilho que subirem, em cada rua que passeiem.

Há quem prefira o sossego e libertação dos espaços abertos. Das planícies a perder de vista, uma casa ao fundo, lá bem distante e todo o tempo e espaço para a descoberta interior. Em Portugal e Espanha, Alentejo e Andaluzia; nos Estados Unidos, todo o interior profundo do Sul; no México, o deserto; na Mongólia, a Ásia resplandecente entre o frio russo e a espiritualidade da China.

Passe tempo a escolher. Mas escolha. Mas vá. E, se não tiver dinheiro para nada disto, feche o portátil, dê um beijo a quem está ao seu lado e vá passear de borla pelo país onde vive. Arranje uma bicicleta, vá de comboio, apanhe o autocarro mais barato. As férias de verão a dois são isso mesmo: um mais um. Às vezes isso chega para viajar.